Você já se sentiu exausta ao final do dia? Ou sentiu culpa por não dar conta de tudo, mesmo tendo feito o possível? Já se pegou pensando que precisava de uma pausa, mas não sabia por onde começar? Se você é mãe e trabalha, provavelmente conhece bem essa sensação.

O burnout materno é um tema cada vez mais presente nas pesquisas em psicologia e na vida de muitas mulheres. Estudos recentes publicados destacam os impactos emocionais e físicos da sobrecarga enfrentada pelas mães brasileiras (Melo et al., 2023; Xavier et al., 2022). Neste artigo, vamos conversar sobre como reconhecer os sinais do burnout, como lidar com ele no dia a dia e o que podemos fazer para cuidar melhor de nós mesmas.

Reconhecendo os sinais do burnout materno

Como psicóloga e mãe de duas crianças, sei na pele o que é equilibrar as demandas do trabalho com a maternidade. Estudos publicados na SciELO revelaram que 12% das mães brasileiras apresentam sinais graves de esgotamento mental (Melo et al., 2023). Entre os principais sintomas estão a exaustão constante, sentimento de incompetência, irritabilidade e culpa por não conseguir dar conta de tudo.

O problema é agravado por uma cultura que romantiza a maternidade e exige perfeição, mesmo quando as condições são adversas (Xavier et al., 2022).

Técnicas de respiração para alívio imediato

Em momentos de estresse intenso, técnicas simples de respiração podem fazer toda a diferença. A respiração diafragmática, por exemplo, ajuda a ativar o sistema nervoso parassimpático, promovendo relaxamento imediato. Uma prática simples: inspire profundamente pelo nariz contando até quatro, segure por três segundos e expire lentamente pela boca contando até seis. Repita esse ciclo por três a cinco minutos e perceba a diferença. Como se diz popularmente: inspire, respire… e não pire!

A importância do autocuidado para a mãe que cuida de todos

Autocuidado não é luxo, é necessidade. Para cuidar bem dos nossos filhos, precisamos antes cuidar de nós mesmas. Isso pode significar desde reservar alguns minutos do dia para si até buscar apoio psicoterapêutico. Estudos mostram que o suporte emocional, seja familiar ou profissional, é essencial para reduzir a sobrecarga materna (Souza et al., 2021). Pequenas pausas, redes de apoio e o direito de pedir ajuda fazem toda a diferença.

Portanto

A sobrecarga materna é real, mas pode ser enfrentada com informação, apoio e autocuidado. Se você se identificou com os sinais de burnout, saiba que não está sozinha. Como mulheres, muitas vezes assumimos o papel de cuidadoras — e para cuidar bem, precisamos estar bem. Isso é fundamental, mas eu sei que nem sempre é fácil colocar em prática. Às vezes, o peso do dia a dia é tanto que precisamos de uma rede de apoio, e o acompanhamento psicológico pode ser uma ferramenta poderosa nesse caminho.

Se esse texto te tocou de alguma forma, saiba que estou aqui. Agende uma consulta comigo e vamos, juntas, construir um espaço de acolhimento e cuidado para você.

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